Crack

O antigo casarão que já foi a câmara da cidade e antigo presídio em outubro do ano passado foi invadido por moradores de rua e usuários de crack para consumirem seu vício e utilizá-lo como moradia.

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Certo dia resolvi ir até lá e conversar com os mesmos e tentar fazer algumas fotos. Quando cheguei lá me deparei com um cheiro terrível de podre.

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Encontrei uma pessoa lá dentro, me identifiquei e perguntei se poderia conversar com o mesmo e se poderia fotografá-lo enquanto ele fazia suas coisas por lá!

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Durante a conversa ele disse que se chamava Hugo, que não era aqui de Florianópolis e tinha vindo de Goiânia.
Perguntei à quanto tempo ele estava na ilha e ele me disse que fazia uns dois, três meses que tinha chego desta vez, pois não era sua primeira vez em Floripa. Afirmou que quando não está mais se sentindo bem no local ele pega suas coisas e sai em busca de uma nova cidade!

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Ele me perguntou se durante nosso papo se eu me importaria que ele acendesse seu cachimbo para fumar o crack.

Disse que não e falei que faria algumas fotos e ele não se importou.

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Após o consumo da droga ele me informou que sentia uma “afobação”, ansiedade, preocupações, mas que ao mesmo tempo se tranquilizava. E que neste momento fazia desenhos dos seus pensamentos na parede do casarão.

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No final da conversa ele começou a juntar suas moedas e disse que iria buscar mais drogas, mas que não tinha o suficiente para pegar a quantia que o mesmo desejava. Perguntei como ele fazia para arrumar dinheiro e ele me disse que pedia para as pessoas, manobrava carros, vendia cabos usb’s que ele achava pela rua e  viva nesse “corre corre”.

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Espero que tenham gostado do post, em breve postarei mais ensaios sobre o cotidiano!

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